BRASIL – Fiocruz inicia 56 novos projetos de saúde em favelas do Rio de Janeiro, beneficiando mais de 385 mil pessoas e investindo R$ 22,2 milhões.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou o início de 56 novos projetos de saúde integral em favelas do Rio de Janeiro, em parceria com instituições da sociedade civil, como parte de um plano de ampliação iniciado no ano passado. Com um investimento total de R$ 22,2 milhões em 146 projetos em 33 cidades do estado, cerca de 385 mil pessoas já foram beneficiadas.

Durante um evento na última sexta-feira (2), representantes das organizações sociais envolvidas receberam orientações sobre os trabalhos a serem desenvolvidos, além de discutirem questões relacionadas ao cronograma e processos de execução. Estão previstas ações de treinamento profissional em saúde, projetos de saúde mental, iniciativas de agroecologia, comunicação e informação com foco em arte e cultura, além da produção de diagnósticos sociais específicos para as favelas contempladas.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou a importância do diálogo com as comunidades locais para a sustentabilidade das ações e o desenvolvimento de um sistema de saúde com participação efetiva da sociedade. Segundo ele, as comunidades não são apenas beneficiárias, mas verdadeiras parceiras no desenvolvimento de estratégias adaptadas às suas necessidades.

O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro contará com um investimento de R$ 5,6 milhões, sendo que mais da metade das propostas foram elaboradas por organizações que não haviam participado do primeiro edital lançado no ano passado. O coordenador-executivo do Plano, Richarlls Martins, ressaltou a importância da ampliação da rede sociotécnica para a produção de uma avaliação mais aprofundada do impacto das ações.

Além disso, a Fiocruz destacou o aumento de atividades em algumas cidades do estado, como Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Mesquita, Itaguaí e Belford Roxo. A Favela da Rocinha também terá uma estratégia específica para a elaboração de um Plano Integrado de Saúde, visando mapear ações de vigilância popular em saúde e promover ações coordenadas entre a gestão pública e a sociedade civil.