
BRASIL – Presidente Lula sanciona lei para prevenir incêndios, conservar ecossistemas e respeitar práticas tradicionais no Pantanal.
A assinatura da lei ocorreu em um momento crucial, considerando que, somente entre os meses de janeiro e julho, o município de Corumbá concentrou mais de 67% dos focos de calor no Pantanal, que enfrenta a seca mais grave em sete décadas, agravada pelas mudanças climáticas. Durante a visita, o presidente sobrevoou áreas atingidas pelo fogo e conversou com brigadistas que estão na linha de frente do combate às chamas.
Em suas declarações, Lula ressaltou a importância da colaboração entre os governos federal, estaduais e municipais no esforço para conter os incêndios. Ele também enfatizou a relevância do Pantanal para o Brasil, chamando o bioma de um “patrimônio da humanidade” devido à diversidade e importância dos recursos naturais presentes na região.
Vestindo trajes de brigadistas, o presidente expressou sua emoção ao ver de perto o trabalho árduo dos profissionais que arriscam suas vidas para combater as chamas. “Muitas vezes, do nosso gabinete em Brasília, não temos noção do que é um brigadista. Hoje, tive o prazer de ver um brigadista de carne e osso, um cidadão que tem a nobre missão de proteger a natureza”, afirmou Lula.
Além disso, o governo federal tem mobilizado 890 profissionais, entre integrantes das Forças Armadas, do Ibama, do ICMBio e da Polícia Federal, para atuar no controle dos incêndios no Pantanal. Com 15 aeronaves em operação e 33 embarcações, as equipes têm se dedicado a combater os focos de calor que assolam a região.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fez um apelo para que a população evite provocar queimadas na área. Ela destacou que, mesmo com todos os esforços das equipes no local, é essencial que as práticas de colocar fogo sejam interrompidas para que o trabalho de combate às chamas tenha sucesso.
A nova política nacional proíbe o uso do fogo como método de supressão da vegetação nativa para diferentes fins, a não ser em casos específicos, com autorização prévia dos órgãos competentes. O texto também estabelece diretrizes para a utilização do fogo em práticas agropecuárias, pesquisa científica, prevenção e combate a incêndios, bem como na cultura de subsistência de povos indígenas e comunidades tradicionais.
Em suma, a assinatura da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo representa um avanço significativo no combate aos incêndios florestais no Brasil, inaugurando uma abordagem mais sustentável e planejada para lidar com essa grave questão ambiental. A atenção e o investimento nesse tema serão essenciais para a preservação do Pantanal e de outros ecossistemas naturais do país.









