Mulher acusada de matar filha usou cocaína antes do crime, aponta exame toxicológico realizado em Alagoas.

Na manhã desta terça-feira (30), o Instituto de Criminalística da Polícia Científica de Alagoas divulgou o resultado do exame toxicológico que incrimina a mulher acusada de matar a própria filha, Laura Maria Nascimento Braga, de apenas sete anos, na cidade de Rio Largo. Segundo o laudo, a acusada fez uso de cocaína antes de cometer o crime chocante.

O chefe do Laboratório de Química e Toxicologia, Thalmanny Goulart, foi responsável por anunciar os resultados do exame que detectou a presença de metabolitos da cocaína no sangue e na urina da mulher. As amostras foram coletadas no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, três dias após a prisão em flagrante da acusada.

Além da cocaína, o exame também identificou a presença de lidocaína, um anestésico local encontrado comumente como adulterante na cocaína. De acordo com Goulart, essa combinação de entorpecente e fármaco pode acarretar em graves efeitos decorrentes de alterações no sistema nervoso central.

O crime que chocou a população de Rio Largo e de todo o estado de Alagoas ainda está sendo investigado pelas autoridades. A mãe da vítima, que está sob custódia desde o dia da prisão em flagrante, terá que responder criminalmente pelos seus atos perante a justiça.

A morte de Laura Maria Nascimento Braga trouxe à tona a necessidade de debater questões relacionadas ao uso de drogas ilícitas e seus impactos na sociedade. A tragédia da pequena garota serve como alerta para a importância da prevenção e do combate ao uso de substâncias que podem levar a episódios tão trágicos como esse.