
BRASIL – Desaceleração do IGP-M: Inflação do aluguel perde força e fecha julho em 0,61%, segundo dados da FGV.
A queda na taxa de variação do IGP-M não significa que os preços tenham diminuído, mas sim que houve um aumento menor em comparação com o mês anterior. No acumulado de 2024, o índice registrou 1,71%, enquanto nos últimos 12 meses atingiu 3,82%.
A Fundação Getúlio Vargas calcula o IGP-M através da combinação de três índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Todos esses componentes apresentaram desaceleração de junho para julho, mesmo diante da valorização do dólar e dos aumentos nos preços administrados, como gasolina e energia.
Segundo o coordenador da pesquisa, André Braz, a queda nos preços dos alimentos in natura foi um dos destaques, impactando tanto o índice de preços ao produtor quanto ao consumidor. No segmento da construção civil, a alta da mão de obra foi menor, contribuindo para a desaceleração da inflação nesse setor.
No IPA, a desaceleração foi impulsionada principalmente pelos alimentos in natura, cuja taxa passou de 3% para -4,43%. Já no IPC, cinco das oito classes que compõem o índice registraram desaceleração, com maior impacto no grupo alimentação.
Apesar da desaceleração mensal, o acumulado de 12 meses do IGP-M aumentou de 2,45% em junho para 3,82% em julho. Esse aumento se deve à exclusão dos dados de julho de 2023, que apresentavam uma deflação de 0,72%.
O IGP-M é importante porque serve como base para o cálculo do reajuste anual de muitos contratos de aluguel.









