BRASIL – Ministro da Fazenda destaca importância histórica de declaração ministerial do G20 sobre cooperação tributária internacional em pronunciamento no Rio de Janeiro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a importância da declaração ministerial do G20 sobre cooperação tributária internacional, classificando-a como um marco histórico. Em pronunciamento durante a 3ª reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G20, Haddad ressaltou a relevância da abordagem de temas variados, que vão desde questões de transparência até a taxação dos super-ricos.

A reunião, que teve início no Rio de Janeiro, conta com a participação de delegações de diversos países. Sob a presidência do Brasil, o encontro visa debater e aprovar uma declaração final que servirá como base para futuras discussões. Haddad enfatizou que o documento a ser aprovado é um ponto de partida que possibilitará avanços em temas cruciais.

A expectativa é que a discussão sobre a tributação dos super-ricos avance, sendo uma prioridade para a presidência brasileira do G20. O Brasil propõe a coordenação para a adoção de um imposto mínimo de 2%, no entanto, enfrenta resistências de alguns países, como os Estados Unidos, que defendem uma abordagem interna sobre o assunto.

Durante seu discurso, Haddad defendeu a necessidade de uma coordenação global para evitar que os super-ricos explorem as fragilidades nacionais. Ele também destacou a aprovação da reforma tributária no Brasil, ressaltando que as mudanças buscam princípios de cooperação internacional.

A reforma tributária brasileira, aprovada no ano passado, prevê a unificação de impostos a partir de 2033, com o objetivo de simplificar o sistema e promover uma redistribuição de renda. Haddad enfatizou os impactos positivos da reforma, como a progressividade da tributação direta e a tributação de produtos prejudiciais ao meio ambiente.

O G20, composto pelas 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia, tem se consolidado como um importante fórum de diálogo e coordenação em temas econômicos e sociais. O Brasil assumiu a presidência do grupo no ano passado e sediará a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro. Ao final do ano, a presidência será transferida para a África do Sul.