BRASIL – Ministra autoriza abertura de nova investigação contra deputada Zambelli por suposto envolvimento em tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder.

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), deu autorização nesta quarta-feira (24) para abertura de uma nova investigação contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), em meio a sérias acusações. A investigação tem como objetivo apurar o possível envolvimento da parlamentar em um plano de golpe de Estado visando a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

De acordo com informações da Polícia Federal (PF), órgão responsável pelo pedido de investigação ao Supremo, a corporação pretende investigar se Zambelli atuou como intermediária em uma viagem de uma influenciadora digital à Espanha, com o intuito de se encontrar com o general Hugo Carvajal, ex-chefe do serviço de inteligência da Venezuela. Carvajal é conhecido por sua relação com o ex-presidente Hugo Chávez e foi detido em 2021 no país europeu.

O propósito da viagem seria obter informações a respeito do suposto financiamento da Venezuela a governos de ideologia de esquerda, incluindo o Brasil, com o intuito de criar uma narrativa com o intuito de desacreditar os resultados das eleições de 2022. A viagem em questão foi citada em um dos depoimentos prestados à PF pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que também está sob investigação no inquérito do STF relacionado aos atos golpistas ocorridos em janeiro de 2023.

Em resposta, a assessoria de Carla Zambelli afirmou que a deputada ainda não teve acesso às informações sobre a investigação, mas está disposta a colaborar com os esclarecimentos necessários. “A parlamentar irá se manifestar assim que tiver acesso aos autos, estando à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”, disse a nota divulgada pela assessoria da deputada.

É importante ressaltar que Zambelli já é ré em ações penais no STF, uma delas relacionada à invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outra por perseguir um homem armada durante as eleições de 2022. Esta nova investigação acrescenta mais um capítulo à série de polêmicas envolvendo a deputada federal e traz à tona questões delicadas sobre a participação de parlamentares em possíveis planos de golpe de Estado.