
BRASIL – Preços de alimentos saudáveis aumentam 32% no Brasil em cinco anos, mas número de pessoas sem acesso diminui, aponta relatório da FAO.
Apesar do aumento nos preços dos alimentos, o número de brasileiros incapazes de pagar por uma alimentação adequada diminuiu. Em 2017, 27,4% da população do país, equivalente a 57,2 milhões de pessoas, não tinham condições de arcar com os custos. Em 2022, esse número reduziu para 25,3% da população, totalizando 54,4 milhões de brasileiros.
A pandemia da covid-19 foi um fator que impactou significativamente os preços dos alimentos, contribuindo para a elevação dos gastos com uma dieta saudável. No entanto, mesmo com esse aumento, houve uma redução no número de pessoas em situação de insegurança alimentar no Brasil.
A assessora técnica do Conselho Federal de Nutrição, Natalia Oliveira, destacou a diminuição da insegurança alimentar grave no país em 2023, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito em termos de acesso a alimentos de qualidade. Oliveira enfatizou a importância de políticas públicas que promovam a agricultura familiar e o estímulo ao consumo de alimentos saudáveis.
Para manter uma alimentação saudável, o Ministério da Saúde recomenda o consumo diário de cereais, legumes, verduras, frutas, leite, carnes, aves, peixes, ovos e a ingestão de pelo menos dois litros de água por dia. Além disso, é aconselhável reduzir a quantidade de sal na comida e evitar o consumo de refrigerantes, sucos industrializados e alimentos ultraprocessados.
A melhoria do acesso e consumo de alimentos de qualidade no Brasil é um desafio contínuo que requer ações coordenadas entre os governos, a sociedade civil e o setor privado para garantir que a população tenha acesso a uma alimentação adequada e saudável.









