BRASIL – América do Sul se destaca no combate à fome com programas sociais inovadores, aponta economista-chefe da FAO.

A América do Sul tem se destacado no combate à fome global, graças a programas de proteção social e transferência de renda bem estruturados. De acordo com o economista-chefe da FAO, Maximo Torero, a região conseguiu reduzir em 5,4 milhões o número de pessoas em situação de fome em apenas dois anos. Esse avanço se deve, em grande parte, aos programas sociais implementados em países como o Brasil, que têm como foco melhorar o capital humano, a educação e a saúde das crianças.

Além disso, a América do Sul se destaca por não ter tantos conflitos e por investir de forma significativa nos sistemas agroalimentares. Essa abordagem tem mostrado resultados positivos, com uma redução substancial nos níveis de fome na região. Torero ressaltou que a região também tem uma vantagem em relação a outros continentes devido ao seu sistema de proteção social bem desenvolvido, que evoluiu ao longo do tempo.

O relatório da FAO revelou que, apesar dos avanços na América do Sul, a fome ainda é um problema global. A pandemia da Covid-19 fez com que o mundo retrocedesse 15 anos em relação à fome, evidenciando a necessidade de aprimorar as estratégias de combate à insegurança alimentar. Torero destacou que é crucial coordenar melhor o financiamento existente, compreender os riscos do setor agroalimentar e inovar na forma de financiamento.

O economista ressaltou que a América Latina tem se beneficiado das transferências de renda condicionais, que contribuem não apenas para a redução da fome, mas também para a melhoria da educação e saúde das crianças. Esse sistema de proteção social tem permitido uma recuperação mais rápida da região frente aos impactos da pandemia, mostrando o potencial das políticas sociais para erradicar a fome.