
BRASIL – Quase um milhão de celulares são roubados ou furtados por ano no Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública.
Os dados revelam um cenário onde o número de furtos de celulares superou pela primeira vez os roubos, com 494.295 casos de furtos e 442.999 casos de roubos, totalizando 937.294 ocorrências. Apesar da redução de 4,7% em relação ao ano anterior, os números ainda são altos e preocupantes.
A pesquisa aponta que os celulares estão cada vez mais no centro das atenções dos criminosos, servindo como ponto de partida para outros tipos de crimes, como estelionatos e golpes virtuais. Marcas como Samsung, Apple e Motorola estão entre as mais visadas, com os iPhones representando uma em cada quatro subtrações de aparelhos, mesmo sendo responsáveis por apenas 10% do mercado nacional.
Os horários e locais dos crimes também foram analisados, mostrando que os criminosos optam por vias públicas em 78% dos casos, com maior incidência nos dias de semana, principalmente durante os horários de grande movimentação nas grandes metrópoles. No caso dos furtos, as vias públicas também são o local preferido, seguido de estabelecimentos comerciais e residências, com maior concentração nos fins de semana e em horários com menos movimento.
Além disso, o anuário destaca as cidades com as maiores taxas de roubo e furto de celulares, como Manaus, Teresina, São Paulo e Salvador, evidenciando a gravidade do problema em diferentes regiões do país. A publicação também ressalta o crescimento exponencial dos estelionatos, que ultrapassaram os roubos de rua como preferência dos criminosos.
Diante desse quadro preocupante, o desafio das autoridades e da sociedade é encontrar estratégias e meios para combater essa onda crescente de crimes patrimoniais, que têm nos celulares sua principal porta de entrada para a criminalidade. A conscientização, prevenção e ações efetivas de segurança pública são essenciais para lidar com essa realidade desafiadora.









