
BRASIL – Inundações no Rio Grande do Sul afetam mais de 80% dos postos de trabalho formais em municípios mais prejudicados, aponta estudo do Ipea
A capital Porto Alegre não escapou dos efeitos devastadores das enchentes, com pelo menos 27% dos estabelecimentos e 38% dos postos de trabalho sendo diretamente afetados. O Ipea ressaltou que as estimativas dão uma noção da gravidade da situação que assolou o estado, onde os impactos se estenderam por diversos setores da economia local.
Os dados coletados pelo Ipea revelaram que, nos 418 municípios gaúchos que decretaram estado de calamidade ou emergência, pelo menos 23,3 mil estabelecimentos privados e 334,6 mil postos de trabalho foram diretamente atingidos. Esses números representam 9,5% e 13,7% do total, respectivamente.
O estudo também utilizou informações do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para analisar a situação dos municípios em abril de 2024, identificando que havia 243,7 mil estabelecimentos privados e 2,45 milhões de empregos formais.
Os pesquisadores alertaram que o impacto de eventos climáticos extremos como as enchentes no Rio Grande do Sul vai além dos números apresentados no estudo, uma vez que estabelecimentos indiretamente afetados também podem ter sofrido consequências devido à interrupção na cadeia de suprimentos e ao colapso da infraestrutura de transporte.
Diante desse cenário preocupante, fica evidente a necessidade de medidas emergenciais para recuperação econômica e social das regiões afetadas pelas inundações, visando restabelecer a normalidade e minimizar os prejuízos causados pela tragédia natural.










Rittie Belmaati