
Deputado critica alto número de cirurgias bariátricas realizadas pelo Governo de Alagoas: “Números são estranhos e preocupantes”
O deputado questionou a quantidade exorbitante de cirurgias realizadas pelo hospital, alegando que o Estado gasta cerca de 20 milhões de reais anualmente com esse tipo de procedimento. Essa cifra é praticamente equivalente ao valor destinado pela União para cirurgias bariátricas em relação ao país inteiro. Bebeto ressaltou a discrepância entre os números de Alagoas e os dados nacionais disponíveis no Data SUS, chamando a atenção para a necessidade de esclarecimentos sobre essa disparidade.
Em resposta às críticas, o líder do Governo, deputado Silvio Camelo (PV), exaltou a quantidade de cirurgias bariátricas realizadas, defendendo que esse número está dentro do padrão esperado. Segundo Camelo, as cirurgias são fundamentais para casos cardíacos e enalteceu a capacidade do Hospital Carvalho Beltrão em realizar esses procedimentos de forma satisfatória.
Em aparte, o deputado Fernando Pereira (PP) destacou a priorização dos investimentos em hospitais privados em detrimento das instituições estaduais e filantrópicas, denunciando a situação precária de diversos hospitais que carecem de recursos. Ele também mencionou a dificuldade enfrentada por pacientes do Sertão que precisam se deslocar até a capital em busca de tratamento, como no caso da hemodiálise.
Por fim, o deputado Bruno Toledo (MDB) defendeu o aumento do número de cirurgias bariátricas em Alagoas, comparando os dados com outros estados como Pernambuco e Paraíba. Toledo elogiou o Governo do Estado pela quantidade de procedimentos realizados e enfatizou a importância de expandir essas práticas para beneficiar um maior número de indivíduos que necessitam desse tipo de intervenção.
Em suma, a discussão em torno do grande volume de cirurgias bariátricas em Alagoas coloca em xeque a eficiência e a transparência do sistema de saúde estadual, levantando questões sobre a distribuição equitativa de recursos e a qualidade dos serviços prestados à população. É fundamental que as autoridades responsáveis analisem cuidadosamente esses dados e promovam medidas que garantam uma assistência médica justa e eficaz para todos os cidadãos.









