BRASIL – Ata do Copom reforça interrupção dos cortes de juros, não fim definitivo, diz ministro da Fazenda, Fernando Haddad

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi um dos principais assuntos discutidos nesta terça-feira (25). De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central (BC), a decisão de manter a taxa Selic em 10,5% ao ano indica uma interrupção temporária no ciclo de cortes de juros. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que a ata está alinhada com o comunicado anterior, o que é positivo para o cenário econômico.

Em suas declarações ao chegar ao Ministério da Fazenda, Haddad destacou que a ata menciona a necessidade de avaliar os cenários interno e externo antes de novas decisões sobre a política monetária. O documento ressaltou a importância de manter uma postura contracionista para garantir a desinflação e a estabilidade das expectativas de inflação. Embora não tenha mencionado explicitamente a possibilidade de aumento dos juros, a ata deixou claro que eventuais ajustes serão feitos para garantir a convergência da inflação à meta.

Apesar de algumas interpretações do mercado financeiro apontarem para uma possível elevação dos juros, Haddad enfatizou que o foco da ata é a pausa nos cortes, dando tempo para uma análise mais aprofundada da situação econômica. Ele ressaltou a importância de distinguir a interrupção do ciclo de cortes da Selic de uma mudança de direcionamento da política monetária.

Para o ministro, a pressão inflacionária causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul não deve ter um impacto significativo a longo prazo, já que o Banco Central tem uma visão de médio e longo prazo em suas decisões. Ele também destacou a importância da decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre as metas de inflação para os próximos anos, ressaltando que a política monetária deve ser orientada por objetivos de estabilidade econômica e controle da inflação.