BRASIL – Rodoviária do Rio de Janeiro terá vigilância por reconhecimento facial em parceria com a Polícia Militar para garantir segurança dos passageiros.

A rodoviária do Rio de Janeiro, local por onde transitam diariamente cerca de 38 mil pessoas, está implementando um sistema de vigilância por meio do reconhecimento facial. Essa iniciativa é fruto de uma parceria entre a concessionária que administra o terminal, Rodoviária do Rio S.A., e a Polícia Militar do estado.

O sistema de monitoramento contará com imagens em tempo real provenientes de 45 câmeras distribuídas por toda a rodoviária. Essas imagens serão acompanhadas pelo sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar, o que permitirá não apenas a identificação de foragidos da Justiça, mas também o monitoramento de qualquer atividade suspeita que ocorra no local.

De acordo com o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, essa iniciativa visa garantir não apenas a localização de possíveis criminosos, mas também proporcionar um monitoramento mais eficiente do espaço da rodoviária, o que pode agilizar o tempo de resposta diante de situações complexas, como o incidente ocorrido em março deste ano, quando um homem armado sequestrou um ônibus com passageiros.

A diretora-geral da rodoviária, Roberta Faria, ressaltou que o investimento na segurança do local foi resultado de um trabalho em conjunto com a Polícia Militar. Além do monitoramento por câmeras, equipes de vigilância patrimonial e policiais militares também estão presentes para garantir a segurança dos passageiros.

Desde sua implementação no último réveillon, o sistema de reconhecimento facial da PM do Rio já contribuiu para a prisão de 200 pessoas. Dentre os crimes pelos quais os suspeitos foram detidos estão falta de pagamento de pensão alimentícia, roubo, homicídio, tráfico de drogas, entre outros.

A Rodoviária do Rio S.A. também mencionou a ausência de detectores de metal no local, uma questão levantada após o episódio das duas pessoas baleadas no início do ano. A empresa afirmou que uma determinação do Ministério Público indicou a dificuldade em relação à regulamentação da lei que exige tais equipamentos, devido à complexidade operacional do sistema em um terminal de transporte terrestre com diversas paradas.