
BRASIL – Mercado financeiro reage com instabilidade após fim dos cortes da Taxa Selic e dólar atinge maior valor durante governo de Lula
No fechamento desta quinta-feira (20), o dólar comercial foi vendido a R$ 5,462, com uma alta de R$ 0,02 (+0,38%). A moeda norte-americana começou o dia em queda, chegando a R$ 5,39 por volta das 9h30, porém reverteu o movimento ao longo do dia. Além da influência externa, a declaração do presidente Lula lamentando a decisão do Banco Central de manter a Selic em 10,5% ao ano também impactou no aumento do dólar.
Com essa valorização, o dólar alcançou sua maior marca desde julho de 2022, acumulando uma alta de 4,06% somente no mês de junho e de 12,55% ao longo de 2024. No mercado de ações, houve certa volatilidade, com o índice Ibovespa, da B3, fechando aos 120.446 pontos, com um leve acréscimo de 0,15%. A expectativa de migração de investidores da bolsa para a renda fixa, devido aos juros altos, também impactou o desempenho do mercado de ações.
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidiu manter os juros básicos da economia em 10,5% ao ano, refletiu no clima de instabilidade do mercado financeiro. As declarações do ex-presidente Lula sobre possíveis interferências do Palácio do Planalto no próximo presidente do Banco Central contribuíram para essa instabilidade.
Além dos fatores internos, a valorização do dólar também foi influenciada pelos retornos dos títulos do Tesouro norte-americano, tidos como investimentos seguros, após um feriado nos Estados Unidos. Com juros elevados em economias desenvolvidas, a migração de capitais de países emergentes, como o Brasil, foi estimulada.
Dessa forma, o cenário econômico nacional e internacional segue instável e sujeito a diversas variáveis que podem impactar o mercado financeiro nos próximos dias.









