BRASIL – Protesto de sindicatos pede queda dos juros na Avenida Paulista, enquanto Copom se reúne para definir taxa básica de juros

Na tarde desta terça-feira (18), centrais sindicais realizaram um ato em frente ao prédio do Banco Central, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo do protesto era pressionar pela queda da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 10,5% ao ano. Com bandeiras e carros de som, os sindicalistas manifestaram sua insatisfação com a política monetária do governo e também criticaram o presidente do Banco Central, Campos Neto.

A redução da Selic tem sido uma pauta recorrente para os sindicalistas, que alegam que a taxa de juros ainda é muito alta e prejudicial para a economia do país. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro dos Santos, a manutenção desta taxa de juros traz prejuízos para a população, pois o dinheiro que poderia ser investido em áreas como saúde e educação, está sendo destinado ao pagamento de juros da dívida pública.

Neiva também ressaltou que as altas taxas de juros afetam diretamente o endividamento das famílias brasileiras, tornando mais difícil o acesso ao crédito e comprometendo o orçamento doméstico.

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começou nesta terça-feira irá definir os rumos da Selic. A expectativa é de que não haja novos cortes na taxa de juros, pois membros do colegiado estão preocupados com as expectativas de inflação acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para este ano, a meta de inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na pesquisa Boletim Focus publicada na última segunda-feira (17) pelo Banco Central, os representantes das instituições financeiras demonstraram a expectativa de que os juros permaneçam no mesmo patamar atual. A incerteza quanto à política monetária do governo reflete um cenário macroeconômico desafiador e traz preocupações para os sindicalistas que buscam por uma redução significativa da taxa de juros no país.