
BRASIL – PM de São Paulo não aciona câmeras corporais em metade das ocorrências, revela levantamento da Defensoria Pública da capital
Segundo a análise feita em 96 audiências de custódia entre janeiro e junho de 2024, constatou-se que em 58% dos casos os batalhões não enviaram as imagens solicitadas à Defensoria Pública. Dos 40 casos em que houve resposta, foram identificadas oito situações em que os policiais retiraram as câmeras dos uniformes e quatro em que tentaram encobrir o equipamento, evitando o registro das ações. Em 11 casos, a Defensoria avaliou que houve violência durante abordagens policiais.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo foi questionada sobre o levantamento da Defensoria, mas ainda não há resposta oficial. No entanto, o governo do estado lançou um edital para a compra de novas câmeras corporais para a Polícia Militar, visando aumentar o número de dispositivos de monitoramento.
No entanto, as mudanças propostas no novo contrato de compra das câmeras foram criticadas por especialistas e entidades de defesa dos direitos humanos, que alegaram que o sistema de monitoramento seria comprometido. O tempo de armazenamento das imagens foi reduzido para 30 dias, o que gerou controvérsias.
Em resposta às críticas, a Polícia Militar editou uma nova portaria que determina o acionamento obrigatório das câmeras corporais em todas as ocorrências e abordagens. A medida visa adequar o sistema às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, buscando garantir a transparência e a segurança nas ações policiais.









