
BRASIL – “Aumento de casos de coqueluche preocupa países da União Europeia, com surto também na China e na Bolívia”
Além disso, outros países como China e Bolívia também enfrentam surtos de coqueluche. Na China, foram registrados 32.380 casos e 13 óbitos por coqueluche até fevereiro de 2024, enquanto a Bolívia confirmou 693 casos e oito mortes de janeiro a agosto de 2023. No Brasil, o último pico epidêmico da doença foi em 2014, com 8.614 casos confirmados, mas, a partir de 2020, houve uma redução significativa associada à pandemia de covid-19.
No território brasileiro, todas as 27 unidades federativas registraram casos de coqueluche de 2019 a 2023, com Pernambuco liderando o número de ocorrências, seguido por São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. A Secretaria de Saúde de São Paulo notificou 139 casos somente nos primeiros meses de 2024, representando um aumento de 768,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde destaca a importância da vacinação como principal forma de prevenção da coqueluche, com doses de reforço para crianças menores de 1 ano, gestantes, puérperas e profissionais da saúde. O esquema vacinal é composto por doses da vacina penta e da vacina DTP, além da recomendação de uma dose da vacina dTpa para gestantes.
O ministério também publicou uma nota técnica recomendando a ampliação e intensificação da vacinação contra a coqueluche no Brasil, principalmente para profissionais da saúde que atuam em serviços de saúde e em áreas de atendimento a gestantes e crianças. A doença, causada pela bactéria Bordetella Pertussis, apresenta sintomas como tosse seca e pode levar a complicações, principalmente em bebês menores de 6 meses.
A transmissão da coqueluche ocorre principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas, sendo fundamental a imunização para prevenir a disseminação da doença. Portanto, a vacinação é uma medida essencial para controlar os surtos e proteger a população contra a coqueluche e suas complicações.









