
BRASIL – Recorde histórico: Brasil reconhece mais de 77 mil pessoas como refugiadas em 2023, aponta Anuário Refúgio em Números.
Os dados foram divulgados no 9º Anuário Refúgio em Números, produzido pela equipe do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), com base em informações oficiais do governo federal. O relatório foi apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur) em Brasília.
Os venezuelanos lideraram as solicitações de refúgio, representando 81,4% do total de pedidos analisados. Outros grupos, como haitianos, cubanos, angolanos e bengalis, também buscaram refúgio no Brasil, demonstrando a diversidade dos indivíduos afetados pela necessidade de proteção internacional.
O governo brasileiro intensificou seus esforços para agilizar o processo de reconhecimento de refugiados, resultando em um aumento significativo de 235% no número de solicitações examinadas pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) em 2023, totalizando 138.359 processos.
O representante da Acnur no Brasil, Davide Torzilli, elogiou as medidas adotadas pelo país para acelerar os procedimentos de refúgio, destacando o compromisso do Brasil em proteger aqueles que necessitam de ajuda humanitária. A implementação de práticas mais eficientes no processamento de pedidos e na tomada de decisões tem contribuído para a melhoria do sistema de proteção aos refugiados.
A diretora do Departamento de Organismos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gilda Motta, ressaltou a importância do Brasil como um destino para aqueles que buscam refúgio, apesar das dificuldades socioeconômicas enfrentadas pelo país. A Operação Acolhida, voltada para auxiliar os migrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade, reflete o compromisso do Brasil em promover a integração e o respeito aos direitos humanos.
Diante do crescente número de deslocados no mundo, o papel do Brasil como um país receptivo e solidário ganha destaque. Com mais de 120 milhões de pessoas deslocadas globalmente, o Brasil assume um papel fundamental na proteção dos direitos humanos e na promoção da igualdade para aqueles que buscam refúgio em suas fronteiras.









