
BRASIL – Governo de São Paulo avalia privatização do Instituto de Infectologia Emílio Ribas em meio a polêmica sobre gestão.
Durante uma reunião realizada nesta semana, a direção do hospital e representantes dos funcionários discutiram a proposta de terceirização da administração. As opções de mudanças foram apresentadas pelo diretor do Instituto Butantan, Ésper Kallas.
Embora a Secretaria de Saúde tenha afirmado que o assunto não está oficialmente em debate, reconhece que há discussões informais acontecendo fora dos canais oficiais. Os funcionários realizaram uma assembleia para analisar a situação com base em relatos de uma reunião anterior.
De acordo com um comunicado enviado aos trabalhadores, o hospital precisa de maior flexibilidade na gestão, especialmente nos recursos humanos e financeiros. Fundado em 1880, o Emílio Ribas tem sido referência no atendimento de diversas especialidades, incluindo tuberculose, HIV e, mais recentemente, no combate à epidemia de dengue e à pandemia de covid-19.
Uma das possibilidades em discussão é a fusão do Emílio Ribas com o Hospital das Clínicas, um grande complexo hospitalar localizado próximo ao instituto de infectologia. Esta fusão poderia resultar na gestão do hospital pela Fundação Faculdade de Medicina, uma instituição privada sem fins lucrativos.
Atualmente, o Instituto Emílio Ribas enfrenta desafios relacionados à capacidade ociosa devido à demora na convocação de aprovados em concursos públicos. No entanto, o hospital afirma que mais de 60 médicos já foram contratados para reforçar o atendimento à população.
Apesar das potenciais mudanças na administração, a instituição enfatiza que não houve interrupção nos serviços prestados. A discussão sobre a terceirização da gestão do hospital continua enquanto as partes envolvidas buscam a melhor solução para garantir a qualidade do atendimento e o funcionamento eficaz do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.









