BRASIL – Presidente Lula defende justiça social e transição ecológica na Coalizão Global para a Justiça Social durante Conferência Internacional do Trabalho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (13), do fórum inaugural da Coalizão Global para a Justiça Social, durante a 112ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, na Suíça. Lula destacou a relevância da OIT diante dos desafios atuais e defendeu a importância da relação entre capital e trabalho para diminuir as desigualdades sociais.

Durante seu discurso, Lula ressaltou que a democracia não pode conviver com a fome, o desenvolvimento não pode coexistir com a pobreza, e a justiça não pode existir em meio à desigualdade. Ele aceitou o convite para co-presidir a Coalizão Global para a Justiça Social, que será fundamental para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O ex-presidente também chamou atenção para o aumento do número de pessoas em empregos informais e a queda na renda do trabalho para os menos escolarizados. Ele destacou que as desigualdades de gênero, raça e origem geográfica agravam ainda mais a situação. Lula mencionou a necessidade de uma nova globalização mais inclusiva e humana, enfatizando a importância da taxação dos super-ricos.

Além disso, Lula mencionou a importância da preservação do meio ambiente em relação ao bem-estar da população. Ele ressaltou a necessidade de uma transição energética e promoção do desenvolvimento sustentável. O combate às mudanças climáticas deve estar no centro das políticas públicas.

O lançamento da Coalizão Global pela Justiça Social, que conta com mais de 250 membros, incluindo governos e organizações da sociedade civil, demonstra a importância do debate sobre trabalho decente e igualdade. A participação do Brasil e a defesa por uma representação mais igualitária dos países em desenvolvimento nos organismos de governança global foram destacadas por Lula como prioridades.

A conferência internacional da OIT é um momento importante para discutir os desafios e buscar soluções para melhorar a qualidade do trabalho no mundo. A delegação brasileira, composta por representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, está participando ativamente das discussões que ocorrem durante o evento.