
BRASIL – Demora do Ibama em autorizar exploração de petróleo na Margem Equatorial preocupa presidente da Petrobras.
A região da Margem Equatorial se estende desde a costa do Rio Grande do Norte até o Amapá, incluindo a foz do Rio Amazonas. A possibilidade de exploração de petróleo na área tem gerado críticas de ambientalistas preocupados com os possíveis impactos ambientais. A Petrobras já possui autorização para realizar perfurações no litoral do Rio Grande do Norte, porém teve seus avanços exploratórios na região mais ao norte do país negados pelo Ibama.
Chambriard expressou sua perplexidade com a falta de autorização para a exploração, questionando se a decisão é realmente baseada em questões técnicas ou se há outros motivos por trás. A presidente da estatal afirmou que a empresa pretende realizar uma reunião com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para apresentar a segurança e excelência de sua produção de petróleo, ressaltando o compromisso da Petrobras com o meio ambiente e as comunidades afetadas.
Além disso, Chambriard destacou os esforços da empresa em reduzir a emissão de gases do efeito estufa durante a produção de petróleo, demonstrando um compromisso com a descarbonização e a transição energética. A presidente ressaltou a importância estratégica da exploração de petróleo na Margem Equatorial como uma questão de segurança nacional.
Durante o FII Priority Summit, evento patrocinado pelo governo da Arábia Saudita, no Rio de Janeiro, Chambriard reiterou a importância da exploração de petróleo na região e refutou especulações sobre possíveis trocas na diretoria da Petrobras. A presidente enfatizou a excelência do corpo técnico da companhia, mas ressaltou a necessidade de melhorar a interação entre as diferentes áreas da empresa.
Com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial, a Petrobras segue buscando convencer as autoridades competentes sobre a importância e os benefícios dessa atividade para o país. As discussões sobre o licenciamento para a exploração na região continuam em pauta, enquanto a empresa aguarda uma resposta do Ibama.









