
BRASIL – Equipe econômica propõe mudanças nos gastos mínimos de Saúde e Educação para evitar colapso financeiro no orçamento do próximo ano.
Em entrevista nesta terça-feira (11), Haddad afirmou que irá apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugestões de alterações nos pisos para a saúde e educação, com o intuito de conter o crescimento acima da inflação. Segundo o ministro, o objetivo não é reduzir os recursos destinados a essas áreas, mas sim ajustar os cálculos para evitar um colapso no novo arcabouço fiscal.
Os números divulgados pelo Tesouro Nacional apontam que, sem mudanças nos limites mínimos de Saúde e Educação, o espaço para gastos discricionários do governo será cada vez mais comprimido nos próximos anos. Estima-se que, de 2025 a 2033, o governo terá R$ 504 bilhões a menos para investimentos em obras e equipamentos.
O descompasso entre os pisos mínimos para a Saúde e Educação, que são baseados nas receitas, e os demais gastos que seguem um limite de crescimento real da receita, é apontado como o principal motivo para a necessidade de revisão nos cálculos. A proposta de reavaliação do cálculo dos pisos mínimos já vinha sendo discutida no ano passado, mas não avançou na elaboração do novo marco fiscal.
Diante deste cenário, a equipe econômica busca formas de garantir a sustentabilidade fiscal a longo prazo, sem comprometer os investimentos essenciais em saúde e educação. A discussão sobre as mudanças nos gastos mínimos para estas áreas deve seguir nas próximas semanas, com o objetivo de garantir o equilíbrio das contas públicas e o atendimento das demandas sociais mais urgentes.









