BRASIL – Supremo Tribunal Federal mantém condenação de Deltan Dallagnol a indenizar Lula em R$ 75 mil pelo “caso do powerpoint”

Na última terça-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, de forma unânime, um recurso do ex-procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, e manteve a decisão que o condenou a pagar uma indenização de R$ 75 mil ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo da condenação foi o polêmico “caso do powerpoint”, no qual Dallagnol acusou Lula de chefiar uma organização criminosa durante uma apresentação em 2016.

A ministra Cármen Lúcia foi a responsável pela decisão inicial, que agora foi confirmada pela turma do STF. Além dela, os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Flávio Dino também votaram a favor da manutenção da indenização. Cristiano Zanin, ministro impedido, não participou da votação.

O caso do powerpoint ganhou destaque durante a Operação Lava Jato, mas acabou sendo anulado pelo Supremo Tribunal Federal após considerar o ex-juiz Sergio Moro parcial na condução da investigação. No entanto, em março de 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu condenar Deltan Dallagnol ao pagamento dos danos morais a Lula.

Ao comentar a condenação, Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula e atual ministro do STF, questionou a conduta de Dallagnol e outros membros da Lava Jato, alegando que utilizaram a apresentação em powerpoint para acusar injustamente o ex-presidente de liderar uma organização criminosa.

Diante dessa decisão da Primeira Turma do STF, o episódio do powerpoint e as acusações feitas por Dallagnol contra Lula continuam gerando repercussão e debates sobre a conduta dos envolvidos na Operação Lava Jato.