
BRASIL – Estudo revela falta de medicamentos em 78% dos CTAs do país, colocando em risco prevenção de infecções sexualmente transmissíveis
O estudo, realizado no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), identificou que a maioria dos CTAs não possuía medicamentos para a redução do risco de infecção pós-exposição à hepatite B. Além disso, mais da metade das unidades pesquisadas estava sem remédios para tratar casos de verruga anogenital provocada por HPV, e mais da metade não dispunha de substâncias para a profilaxia de transmissão vertical da hepatite B.
O Proadi-SUS é uma iniciativa que envolve seis renomados hospitais filantrópicos, como o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde. Essa parceria resultou em um projeto de diagnóstico e reestruturação dos CTAs, que visava suprir as lacunas identificadas no atendimento a populações vulneráveis, especialmente aquelas de baixa renda e com dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
Dentre os avanços proporcionados pelo projeto, destaca-se a reestruturação de 14 CTAs em várias regiões do país, incluindo a Amazônia e o Nordeste. Após as intervenções realizadas, houve um aumento significativo na disponibilidade de testes rápidos para HIV, tratamento para sífilis e vacinação para HPV. Além disso, a capacitação de mais de 350 profissionais e gestores das unidades contribuiu para o aprimoramento dos serviços oferecidos.
O coordenador médico do projeto, João Renato Rebello Pinho, ressaltou a importância das soluções operacionais implementadas nos CTAs como exemplos a serem replicados em outras unidades do país. Apesar do quadro de desabastecimento apontado pelo levantamento, o Ministério da Saúde afirmou que não há falta de medicamentos para os CTAs, e que o repasse dos insumos é de responsabilidade dos municípios, com o SUS disponibilizando diagnóstico e tratamento para todas as doenças abordadas.
Portanto, a parceria entre o governo e instituições filantrópicas se mostra fundamental para melhorar a qualidade do atendimento nos CTAs e garantir o acesso adequado a medicamentos e tratamentos essenciais para a prevenção e controle das IST no Brasil.









