
BRASIL – Empresário e esposa são indiciados por calúnia contra ministro do STF em aeroporto de Roma; PF conclui investigação.
O delegado Hiroshi de Araújo Sakaki conduziu o primeiro inquérito e, embora não tenha indiciado os acusados, concluiu que Mantovani Filho cometeu injúria real contra Alexandre Barci, filho do ministro. Hiroshi justificou que a lei brasileira não poderia ser aplicada a crimes ocorridos no exterior e que a instrução normativa impedia o indiciamento por crimes de menor potencial ofensivo, como a injúria.
Segundo informações da PF, Mantovani e sua esposa teriam agredido verbal e fisicamente Moraes e sua família, causando um incidente no aeroporto. Após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de Moraes, a PF abriu o inquérito para investigar o casal.
O documento da Polícia Federal indicou que as imagens do Aeroporto Internacional de Roma mostraram que Mantovani Filho e Andreia Munarão podem ter ofendido ou caluniado o ministro e seu filho. Após uma discussão acalorada, Mantovani teria acertado um golpe no rosto de Alexandre Barci de Moraes.
Em 18 de julho, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços ligados aos acusados em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo. Durante o interrogatório, o casal negou as acusações, e o advogado Ralph Tórtima afirmou que Mantovani negou ter empurrado o ministro, declarando que não proferiu ofensas diretas a Moraes.
Com as investigações em andamento, o desenrolar deste caso promete trazer à tona mais detalhes sobre o episódio envolvendo o ministro do STF, colocando em foco a importância da integridade e respeito nas relações públicas.









