BRASIL – Eleitores sul-africanos descontentes reduzem apoio ao ANC para 40% e colocam fim a três décadas de domínio apartheid

Os resultados das eleições na África do Sul nesta semana revelaram uma mudança significativa no cenário político do país, com o Congresso Nacional Africano (ANC) perdendo parte do seu domínio de três décadas. Com apenas 40% de apoio nas urnas, o ANC enfrenta a possibilidade de ter que compartilhar o poder com um rival, algo inédito em sua história.

A queda no apoio ao ANC foi atribuída à insatisfação dos sul-africanos com questões como o desemprego, a desigualdade e a escassez de energia. O partido, que liderou a luta contra o apartheid e foi o partido do icônico líder Nelson Mandela, viu sua participação nas eleições cair consideravelmente em comparação com eleições anteriores.

O presidente do ANC, Gwede Mantashe, afirmou que o partido está aberto a negociar com qualquer outra sigla para garantir a continuidade no poder. Enquanto a contagem dos votos chegava à sua reta final, o resultado indicava que o ANC tinha conquistado 40,21% dos votos, enquanto a Aliança Democrática (DA), principal partido de oposição, obteve 21,80%.

O surgimento de novos partidos políticos, como o uMkhonto we Sizwe (MK), liderado pelo ex-presidente Jacob Zuma, e os Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF), liderado por Julius Malema, também contribuiu para a fragmentação do cenário político sul-africano. Malema expressou sua satisfação com o resultado, afirmando que o objetivo do EFF era reduzir o apoio ao ANC para menos de 50%.

A possibilidade de formação de uma coligação ou mesmo um “governo de unidade nacional” foi levantada por analistas políticos, considerando a necessidade de estabelecer um novo equilíbrio de poder no país. Enquanto aguardam a divulgação dos resultados finais no domingo, os sul-africanos acompanham atentamente os desdobramentos dessa nova fase da política nacional.

No entanto, resta saber como o ANC e seus potenciais parceiros políticos vão cooperar para governar um país marcado por desafios econômicos e sociais que exigem soluções urgentes e eficazes. A nova configuração do poder político na África do Sul promete trazer mudanças e desafios inéditos para o país.