BRASIL – Ministério da Saúde e Inca lançam campanha de prevenção contra cigarros eletrônicos em alerta para riscos à saúde das crianças.

O Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou nesta quarta-feira uma campanha de conscientização sobre os perigos do uso de cigarros eletrônicos, em meio a preocupações crescentes com a iniciação precoce de jovens ao tabagismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), novos produtos, como os cigarros eletrônicos, representam uma ameaça séria, impulsionando cada vez mais jovens a experimentarem o tabaco.

Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que crianças e adolescentes que experimentam cigarros eletrônicos têm uma probabilidade pelo menos duas vezes maior de começar a fumar cigarros tradicionais mais tarde na vida. Com o tema Proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco, a campanha é lançada em celebração ao Dia Mundial Sem Tabaco, que ocorre nesta sexta-feira.

A campanha, voltada para o público jovem, visa promover uma mudança de comportamento e alertar sobre as estratégias utilizadas pela indústria do tabaco para atrair crianças e adolescentes, visando garantir e expandir seu mercado consumidor. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019 mostram que 16,8% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarros eletrônicos, com uma maior prevalência entre os homens.

Além disso, o Ministério da Saúde destaca os prejuízos à saúde causados pelos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), que incluem os cigarros eletrônicos. A presença de nicotina e outras substâncias tóxicas nos DEFs torna suas emissões prejudiciais tanto para os usuários quanto para aqueles que são expostos ao aerossol. A nicotina pode causar dependência, afetar o desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes e aumentar o risco de doenças cardíacas, respiratórias e câncer.

Em 2009, a Anvisa proibiu a comercialização, fabricação e publicidade de cigarros eletrônicos no Brasil. No entanto, em abril deste ano, a agência ampliou a proibição para incluir a fabricação, importação, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar. A medida visa proteger a saúde pública e combater a exposição de crianças e adolescentes aos riscos associados ao uso desses produtos.