BRASIL – “Expressões agressivas na escola: impactos do preconceito LGBTQIA+ na vida dos estudantes”

A realidade de estudantes LGBTQIA+ nas escolas do Brasil é marcada por discriminação, preconceito e agressões verbais e físicas. O professor de artes e teatro Ronei Vieira, do Centro de Ensino em Período Integral Edmundo Pinheiro de Abreu, em Goiânia, relata que termos como “Seu viado” e “Fulano é mão quebrada” são comuns entre os alunos, criando um ambiente hostil para a comunidade LGBT.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que a educação nas escolas deve se pautar no “respeito à liberdade e apreço à tolerância”, mas muitas vezes isso não é observado. Estudos apontam que a discriminação dentro das escolas pode impactar negativamente o rendimento dos estudantes e até mesmo levar a casos extremos, como o suicídio.

Apesar disso, projetos para combater o machismo, racismo e homofobia estão perdendo espaço nas instituições de ensino. Em dez anos, o número de escolas públicas com ações de combate à discriminação caiu significativamente, deixando a maioria dos estudantes desprotegidos.

A Unesco defende o acolhimento da diversidade nas escolas, oferecendo orientações baseadas em evidências sobre como abordar questões de gênero e sexualidade em cada etapa de ensino. A violência também se estende ao ambiente digital, com meninas lésbicas e travestis sendo alvo frequente de agressões virtuais.

O papel da escola na promoção de um ambiente educacional inclusivo e respeitoso é fundamental para garantir que todos os estudantes tenham direito à educação e possam completar sua trajetória escolar. O Dia Internacional de Combate à Homofobia, celebrado em 17 de maio, lembra a importância de combater o preconceito e promover a igualdade de direitos para a comunidade LGBT. A educação é a chave para construir uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.