
BRASIL – Aumento de 970% em casos de violência LGBTQIA+ na cidade de São Paulo entre 2015 e 2023, aponta levantamento do Instituto Pólis.
O estudo apontou que, dentre as vítimas de violência LGBTfóbicas, seis em cada dez foram agredidas por familiares ou pessoas próximas. As agressões tiveram maior incidência em bairros periféricos da cidade, como Itaim Paulista, Cidade Tiradentes e Jardim Ângela. Chamado de “Violências LGBTQIAPN+ na cidade de São Paulo”, o levantamento também revelou que as agressões motivadas por homofobia/lesbofobia/transfobia ocorreram com maior frequência na região central da cidade, especificamente nos bairros da República, Bela Vista e Consolação.
Em entrevista à imprensa, o diretor-executivo do Instituto Pólis, Rodrigo Iacovini, destacou que o crescimento dessas estatísticas pode estar relacionado a um maior empoderamento da população LGBTQIA+ para denunciar casos de violência, bem como ao aumento de discursos LGBTfóbicos na sociedade. Ele ressaltou a importância de medidas que promovam a segurança e o respeito a essa população, como tornar os espaços públicos mais seguros, capacitar os profissionais de segurança pública e realizar campanhas educativas contra a LGBTfobia.
Além disso, o estudo revelou que a maioria das vítimas de LGBTfobia é negra (55%) e jovem, com até 29 anos (69%). A interseccionalidade entre a violência LGBTfóbica e o racismo foi apontada como um agravante pela falta de confiança de muitas vítimas em procurar ajuda policial. Medidas para combater essa realidade incluem a promoção de espaços seguros, capacitação de profissionais e campanhas educativas.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que tem intensificado ações de combate à violência e intolerância, incluindo o registro online de ocorrências de homofobia e transfobia. No entanto, a subnotificação dos casos ainda é uma preocupação, evidenciando a necessidade de mais informações e políticas efetivas de combate à LGBTfobia. O estudo completo será divulgado em 17 de maio, Dia Mundial de Combate à LGBTFobia.









