
BRASIL – Equipe do Redenção na Rua denuncia abordagens violentas por parte do SCP em atendimento a usuários da Cracolândia em São Paulo.
De acordo com os relatos, a equipe do SCP tem agido de forma agressiva, tentando internar os usuários com a utilização de barganhas, como oferecer corote, comida e refrigerantes, sem sucesso. Os usuários que são internados acabam retornando ao território e ao uso nocivo de drogas. Além disso, o grupo denuncia que a mesma equipe já agrediu usuários no local de uso.
A demissão da gestora Andrea Cristina Guerra, assim como dos gerentes Anderson Mateus Costa de Assis e Ludmila Gabriel, também foi repudiada pelo grupo, que acredita que essas demissões refletem uma abordagem manicomial e internações compulsórias sem ordem judicial, indo contra a Lei 10.216, que assegura os direitos das pessoas com transtornos mentais e preconiza um novo modelo assistencial em saúde mental.
Em resposta às acusações, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulgou uma nota afirmando que não houve agressão física por parte da equipe do SCP e que o serviço oferece acolhimento e tratamento integral para dependentes de álcool e drogas, visando a reinserção na sociedade. A pasta também destacou que a internação compulsória só pode ser determinada por juízes de direito, e que todas as alternativas são oferecidas de forma voluntária aos pacientes, como plano terapêutico, desintoxicação e encaminhamento para os SCPs ou Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas.









