
BRASIL – População indígena em contexto urbano recebe atenção especial nas políticas públicas, destaca ministra Sonia Guajajara em entrevista.
De acordo com os dados do Censo 2022, há cerca de 1,7 milhão de indígenas no Brasil, um aumento significativo em relação aos números de 1991 e 2010. Estima-se que metade da população indígena esteja agora em ambientes urbanos, o que ressalta a importância de políticas específicas para atender a esse grupo.
Durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministra”, transmitido em rede nacional pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Sonia Guajajara destacou o esforço do Ministério dos Povos Indígenas em desenvolver estratégias para atender tanto aqueles que vivem em aldeias quanto os que estão em áreas urbanas. A ministra ressaltou a necessidade de políticas adequadas para os indígenas que se encontram nas cidades, visando garantir que não sejam excluídos de políticas universais.
Outro ponto abordado foi o Marco Temporal, uma tese jurídica que restringe a demarcação de terras indígenas, exigindo que elas estivessem ocupadas ou em disputa em 1988. Guajajara argumentou que essa medida nega o direito originário dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais e exclui muitos territórios que deveriam ser devolvidos às comunidades indígenas.
A ministra também mencionou os desafios enfrentados no campo jurídico, com o Congresso Nacional aprovando a lei do Marco Temporal mesmo após o STF declará-la inconstitucional. Movimentos indígenas e partidos políticos entraram com ações no STF para questionar a validade dessa lei, e a ministra destacou a importância do apoio da sociedade nesse processo.
Em resumo, as políticas públicas voltadas para a população indígena urbana e as questões relacionadas ao Marco Temporal continuam sendo temas de debate e enfrentam desafios significativos, exigindo um esforço conjunto para garantir os direitos e a proteção das comunidades indígenas no Brasil.









