
ALAGOAS – Aumento de 17% na procura por tratamento contra dependência química é registrado pela Rede Acolhe em Alagoas nos três primeiros meses de 2024
Durante os três primeiros meses do ano, mais de 1.700 pessoas foram encaminhadas para tratamento em comunidades acolhedoras. Esse número incluiu 1.541 homens, 112 mulheres e 54 adolescentes de ambos os sexos. Comparando com o ano anterior, em 2023, houve um total de 1.461 acolhimentos, sendo 1.341 homens, 63 mulheres e 57 adolescentes.
Segundo a superintendente de Políticas sobre Drogas da Seprev, Lideilma Alves, a dependência química é uma condição multifatorial que envolve questões genéticas, comportamentais, sociais e econômicas. Por isso, a jornada para superar o vício é desafiante, especialmente para aqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade social.
A Rede Acolhe conta atualmente com 33 comunidades acolhedoras em Alagoas, oferecendo um total de 750 vagas para tratamento gratuito e voluntário. Essas vagas estão disponíveis para pessoas entre 12 e 60 anos de idade em todos os 102 municípios do estado.
Além do tratamento, a Seprev também oferece cursos profissionalizantes em parceria com o Senai e Senac para os dependentes químicos que concluem o programa da Rede Acolhe. Essa iniciativa tem como objetivo contribuir para a inclusão social e para que essas pessoas possam recomeçar suas vidas de maneira construtiva.
O secretário da Seprev, André Moita, ressaltou que o aumento na procura por tratamento reflete os esforços do Governo do Estado em promover a inclusão social e a reintegração desses indivíduos na sociedade. Ele ainda destacou que Alagoas tem sido referência para outros estados do Brasil no combate à dependência química.









