
BRASIL – Deputados da CCJ adiam votação da prisão preventiva de Chiquinho Brazão, um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco.
De acordo com as regras parlamentares, a prisão de um deputado federal precisa ser aprovada pela maioria absoluta da Casa. O relator do caso na CCJ, o deputado Darci de Matos (PSD-SC), defendeu que a prisão de Brazão respeitou as exigências constitucionais, as quais determinam que a detenção de um parlamentar só pode ser feita em flagrante e por crime inafiançável.
Durante a reunião, os deputados federais Gilson Marques (Novo-SC) e Roberto Duarte (Republicanos-AC) solicitaram mais tempo para analisar se a prisão preventiva foi legal. Eles alegaram que não tiveram tempo suficiente para avaliar o relatório da Polícia Federal, a decisão de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o parecer de Darci de Matos.
O pedido de vista foi criticado por alguns parlamentares que defendiam uma análise imediata do caso para que ele fosse encaminhado ainda hoje para o plenário da Câmara dos Deputados. A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RJ) enfatizou a importância de dar uma resposta à sociedade brasileira sobre o caso.
Antes da leitura do parecer do relator, o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA) apresentou uma questão de ordem pedindo que o pedido de vista fosse dispensado, considerando a urgência do assunto. A presidente da CCJ, deputada Caroline de Toni (PL-SC), rejeitou a sugestão, afirmando que o pedido de vista é um direito dos parlamentares.
A discussão na CCJ continua e a expectativa é de que a votação sobre a prisão de Chiquinho Brazão seja retomada em breve, com várias opiniões divergentes entre os membros da comissão. O deputado Rubens Pereira Júnior já afirmou que pretende recorrer à Mesa Diretora da Câmara contra a decisão de conceder o pedido de vista.









