
BRASIL – Relator da CCJ da Câmara defende manutenção da prisão de deputado acusado de envolvimento no assassinato de Marielle Franco.
Na sessão da CCJ, que ocorreu nesta tarde, o relator defendeu seu parecer favorável à continuidade da prisão de Brazão, destacando que o flagrante e a inafiançabilidade preenchiam os requisitos constitucionais necessários para a medida. O relator ressaltou que a imunidade parlamentar não deveria se aplicar ao caso em questão, argumentando que a prisão preventiva afastava a possibilidade de pagamento de fiança, conforme determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com as autoridades policiais, há indícios claros do envolvimento de Brazão no crime, com a representação policial destacando a perenidade de suas condutas, mesmo após sua prisão. O relator também citou a motivação por trás do assassinato de Marielle Franco, relacionada a questões fundiárias e a uma disputa envolvendo as milícias do Rio de Janeiro.
A defesa de Chiquinho Brazão afirmou que a prisão é arbitrária e baseada em presunções, destacando a falta de provas contra o deputado. A nota da assessoria ressaltou que Brazão sempre esteve à disposição das autoridades e negou qualquer envolvimento no crime. O comunicado também apontou a ausência de motivos para a prisão do deputado, ressaltando que as acusações se baseavam nas declarações de um criminoso confesso em busca de uma redução de sua pena.
Diante das circunstâncias delicadas do caso e das diferentes partes envolvidas, a CCJ da Câmara dos Deputados terá a responsabilidade de decidir o futuro da prisão de Chiquinho Brazão, que ainda terá que ser referendada pelo Plenário da Casa por maioria absoluta dos votos em uma votação aberta. A decisão final em relação à manutenção da prisão do deputado deverá ser tratada com a devida seriedade e respaldo legal.









