Collor gasta mais de R$ 50 mil com correspondências e fotografias

Em tempos de modernidade, em que o e-mail e aplicativos de mensagem instantâneas são usados pela maioria das pessoas, alguns ainda preferem os serviços dos Correios. É o caso do senador por Alagoas, Fernando Collor (PTC-AL), que de janeiro a março deste ano, já gastou R$ 20.270,12 em correspondências .

Só em fevereiro, o valor foi de R$ 14.685,29. Quantias que saem do bolso da população, ou como gostam de chamar, da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar.

Quando de trata de divulgar seu trabalho, em Brasília, Collor é mais esbanjador. Em dois meses foram R$ 32 mil. O dinheiro foi utilizado para a contratação de agência de fotografia de Orlando Brito, famoso fotógrafo brasileiro conhecido por tirar os retratos oficiais dos presidentes do Brasil. Mas, as gastanças do senador não são novidade já que é conhecido por usar sem remorso algum o dinheiro público.

Na categoria gastos com segurança privada, o político, em 2017, saiu em disparado e ganhou em primeiro lugar. O vice-campeão em gastos, Roberto Rocha (PSDB-MA), não chegou à metade disso utilizando R$ 109 mil. Os dois estão fora da curva: 66 senadores não usam o benefício. Os outros 13 senadores que foram ressarcidos somaram R$ 95 mil com a despesa.

Sem mencionar a Casa da Dinda, um dos principais símbolos do governo do ex-presidente, que tem atualmente despesas mantidas com verba do Senado, passados 25 anos de seu processo de impeachment. Líder do PTC na Casa, o senador gasta cerca de R$ 40 mil mensais de sua cota parlamentar com segurança, conservação, limpeza e jardinagem na propriedade de sua família.

MAIS DINHEIRO

Mordomias a ex-presidentes já custaram R$ 36 milhões

Collor recebeu mais de R$ 8 milhões como presidente impeachmado

As despesas com seguranças, assessores, diárias, passagens, carros oficiais e cartões corporativos de ex-presidentes da República já somam R$ 36 milhões, em valores atualizados pela inflação, desde 1999. O maior gasto em um ano foi feito por Dilma Rousseff (PT) em 2017 – R$ 1,4 milhão.

 Fernando Collor acumulou o valor que recebeu como ex-presidente durante 11 anos – R$ 8,3 milhões – com os benefícios e mordomias do Senado Federal, que incluem cerca de 80 assessores. Nesse período, ele usou R$ 3,1 milhões da cota para exercício do mandato, o “cotão”.

Os maiores gastos de Dilma foram com diárias e passagens para assessores, um total de R$ 850 mil no ano passado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um gasto médio de R$ 1 milhão por ano. Foram R$ 7 milhões destinados ao petista desde 2011. O ano de maior gastança de Lula foi 2014, com R$ 1,24 milhão, sendo R$ 750 mil com passagens e diárias. Essas despesas já somam R$ 4 milhões desde que ele deixou a Presidência.