
BRASIL – Violência policial crônica na Baixada Santista: relatório da Defensoria aponta abusos e execuções sumárias nas comunidades afetadas pelas operações policiais.
O relatório produzido pela Defensoria, com base em visitas realizadas em três comunidades no final de fevereiro, aponta uma série de abusos cometidos pela polícia, que vão desde xingamentos até mortes com características de execução sumária. O documento destaca a precariedade no planejamento das ações policiais, que ignoram a proteção dos moradores e demonstram um desrespeito generalizado pelos direitos fundamentais da população periférica da Baixada Santista.
Apenas no primeiro bimestre deste ano, policiais na região mataram 57 pessoas, um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Defensoria, as mortes por intervenção policial têm atingido principalmente crianças e adolescentes, que sofrem com a limitação de suas atividades cotidianas e são expostos de forma desproporcional à força policial.
Os relatos reunidos pela Defensoria ilustram um quadro contínuo e sistemático de violações de direitos humanos e abusos por parte das forças de segurança. Mães relatam que seus filhos não têm mais liberdade para brincar na rua, enquanto outras testemunhas descrevem invasões policiais em residências e abordagens agressivas, incluindo ameaças e intimidações.
A Defensoria destaca a importância da transparência e responsabilidade nas operações policiais, exigindo que as autoridades forneçam informações detalhadas sobre cada ação realizada. A solicitação de posicionamento à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda aguarda resposta.
Diante desse cenário de violência e abusos, as comunidades da Baixada Santista clamam por justiça e respeito aos seus direitos básicos, na esperança de que medidas efetivas sejam tomadas para coibir a violência institucional e garantir a segurança e proteção necessárias.









