BRASIL – Exportações de petróleo e safra recorde impulsionam balança comercial brasileira, fechando fevereiro com superávit recorde de US$ 5,447 bilhões.

A balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com um superávit de US$ 5,447 bilhões, impulsionada pelas exportações de petróleo e pela safra recorde de algodão, soja e café. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira (6), esse resultado representa um aumento de 111,8% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo o melhor desempenho já registrado para meses de fevereiro.

Com esse resultado, a balança comercial acumula um superávit de US$ 11,942 bilhões nos dois primeiros meses de 2023, também um recorde desde o início da série histórica em 1989, com um crescimento de 145,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No setor agropecuário, as exportações foram impulsionadas pela safra recorde de grãos e algodão, com um aumento de 34,5% no volume exportado em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Na indústria de transformação, houve um crescimento de 6% na quantidade exportada, enquanto na indústria extrativa, que inclui minérios e petróleo, o aumento foi de 61%.

Os principais destaques nas exportações agropecuárias foram o algodão bruto, com um aumento de 498,1%, o café não torrado com 71,5% e a soja com 4,5%. Na indústria extrativa, as maiores altas foram registradas nos óleos brutos de petróleo (119,7%) e minério de ferro (41,4%).

Apesar da desvalorização das commodities no mercado internacional, o governo projeta um superávit comercial de US$ 94,4 bilhões para este ano, com um leve recuo de 4,5% em relação ao ano anterior. O MDIC estima que as exportações aumentem 2,5%, chegando a US$ 348,2 bilhões, e as importações avancem 5,4%, totalizando US$ 253,8 bilhões.

Esses dados se mostram um pouco mais otimistas do que as projeções do mercado financeiro, que prevê um superávit de US$ 80,98 bilhões para este ano, de acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A próxima projeção oficial será divulgada em abril pelo governo.