
BRASIL – Comércio de animais e plantas: principal causa da introdução de espécies invasoras no Brasil preocupa pesquisadores e gera prejuízo bilionário
De acordo com o Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, lançado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, existem atualmente 476 espécies exóticas invasoras registradas no Brasil, sendo 268 animais e 208 plantas e algas. Essas espécies, em sua maioria originárias da África, Europa e sudeste asiático, representam uma ameaça às espécies nativas e ao equilíbrio dos ecossistemas brasileiros.
Uma das formas mais comuns de entrada dessas espécies é através do comércio de animais de estimação e plantas ornamentais, que estão presentes em todos os ecossistemas do país, com maior concentração em áreas urbanas e ambientes degradados. O relatório alerta para a importância da agilidade na tomada de decisões sobre o manejo de espécies invasoras, uma vez que as invasões biológicas são processos de alta volatilidade e impacto.
Além dos prejuízos econômicos causados pelas espécies invasoras, que podem chegar a US$ 105 bilhões ao longo dos últimos anos, o Brasil também enfrenta problemas de saúde pública decorrentes de invasões biológicas, como as provocadas por mosquitos do gênero Aedes, transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Diante desse cenário, os pesquisadores destacam a necessidade de uma gestão mais eficiente e integrada para lidar com as espécies exóticas invasoras no país. Recomenda-se a criação de listas oficiais de EEIs, a veiculação de informações ao público, o desenvolvimento de atividades educativas e a regulamentação de setores produtivos para evitar a entrada e disseminação dessas espécies no território nacional.
Em suma, o relatório enfatiza a importância de medidas preventivas e de controle para combater as invasões biológicas no Brasil, visando preservar a biodiversidade, garantir o desenvolvimento sustentável e proteger a saúde pública. São necessárias ações coordenadas e eficazes para lidar com esse desafio ambiental que afeta diretamente a sociedade brasileira.









