
BRASIL – Ministro da Fazenda propõe taxa global sobre grandes fortunas para combater desigualdade e mudanças climáticas no G20.
Segundo o ministro, essa tributação mínima global sobre a riqueza poderá ser um terceiro pilar da cooperação tributária internacional, ao lado das negociações em curso na OCDE e ONU. Haddad ressaltou a importância de enfrentar não só a desigualdade social, mas também as mudanças climáticas como desafios globais que exigem uma resposta conjunta dos países do G20.
Para Haddad, a desigualdade social deve ser considerada como uma variável fundamental nas análises e planejamentos econômicos. Ele destacou que a disparidade entre os super-ricos e os mais pobres está intrinsecamente ligada à crise climática, apontando que o 1% mais rico detém uma parcela significativa dos ativos financeiros globais e emite uma quantidade de carbono equivalente aos dois terços mais pobres da população mundial.
Além disso, o ministro chamou a atenção para os impactos desproporcionais que a crise climática tem sobre os países menos desenvolvidos economicamente, que enfrentam custos ambientais e econômicos crescentes. Haddad enfatizou a necessidade de repensar a globalização e a cooperação internacional, destacando que o modelo predominante até a crise financeira de 2008 resultou em grandes perdas socioeconômicas e tem sido rejeitado por diversas populações ao redor do mundo.
Diante desse cenário, Fernando Haddad propõe uma nova abordagem para a globalização, baseada em princípios de justiça tributária e desenvolvimento sustentável, visando construir um futuro mais igualitário e ambientalmente responsável para todos.









