
BRASIL – Justiça determina transferência de chefes de milícia para presídio federal de segurança máxima no Rio de Janeiro
A decisão foi tomada após um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que ressaltou a alta periculosidade dos acusados e o risco que representam para a sociedade. Segundo o MPRJ, Zinho demonstrou continuar suas atividades criminosas mesmo estando preso, mantendo sua influência e liderança na milícia.
A juíza da 2ª Vara Criminal destacou a grave situação das milícias no estado do Rio de Janeiro, que causam terror e instabilidade nas comunidades, inclusive mantendo reféns e gerando insegurança por longos períodos. A permanência de Zinho em solo fluminense foi considerada um grave risco para as políticas de segurança pública em desenvolvimento.
Além da transferência para um presídio federal, os réus foram incluídos em regime disciplinar diferenciado, visando interromper o contato entre eles e com outros membros do mundo do crime. O isolamento da liderança da milícia foi considerado imperativo para conter suas atividades criminosas.
A Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário do estado alertou sobre o poder e a capacidade de Zinho de recrutar homens e armas mesmo estando preso, o que poderia gerar instabilidade no sistema de segurança pública. Por isso, a transferência para um presídio federal foi considerada essencial para manter a ordem e a segurança pública.
Essa ação penal continuará sob o número 0104356-38.2023.8.19.0001, com o objetivo de combater as milícias e garantir a segurança da população do Rio de Janeiro.









