
BRASIL – Chanceleres do G20 discutem reforma na governança global em encontro no Rio de Janeiro.
Durante o primeiro dia do encontro, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou a necessidade de reformas nos organismos internacionais, com ênfase no multilateralismo. Ele defendeu que as diferenças entre os países devem ser resolvidas por meio do diálogo e da cooperação, não por conflitos armados.
O evento acontece na Marina da Glória, ponto turístico na orla carioca, com o policiamento reforçado devido à presença de chanceleres e comitivas internacionais. A chegada dos chanceleres teve início por volta das 8h. Na última noite, eles foram recepcionados pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, em um jantar no Palácio da Cidade, onde assistiram a uma apresentação da escola de samba Imperatriz Leopoldinense.
O primeiro dia de reuniões teve como foco principal uma análise do cenário internacional, com destaque para conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Desde dezembro de 2023, o Brasil exerce a presidência rotatória do G20, buscando fortalecer a relevância do chamado Sul Global em discussões internacionais.
O G20 é composto por 19 países e dois órgãos regionais, representando cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população mundial. O Brasil, como presidente do G20, tem o direito de convidar outros países e entidades, como Angola, Egito, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.
Após o encontro de chanceleres, está prevista uma reunião de ministros das finanças e presidentes de bancos centrais em São Paulo, seguida por reuniões de grupos de trabalho em cidades brasileiras e um encontro final, quando chefes de Estado e de governo se encontrarão no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de novembro. Em 2025, o G20 será presidido pela África do Sul.
A presidência brasileira do G20 busca consolidar a importância do Sul Global em grandes discussões internacionais, oferecendo um ambiente de diálogo e cooperação entre países com visões diferentes. A reforma na governança global e a relevância do multilateralismo continuam sendo algumas das principais pautas do encontro em território brasileiro.









