
BRASIL – TJRJ nega pedido da Gás Verde e mantém multa por vazamento de chorume no antigo aterro de Gramacho
O Inea alegou que a empresa Gás Verde foi responsável pela poluição do Rio Sarapuí e do manguezal localizado na área limítrofe devido ao vazamento de chorume. O chorume é um líquido poluente, de cor escura e odor nauseante, originado no processo de decomposição de resíduos orgânicos. A empresa Gás Verde contestou judicialmente o auto de infração em 2014, mas seus argumentos foram refutados tanto em primeira instância quanto pela decisão dos desembargadores do TJRJ.
O Grupo Urca, que adquiriu a Gás Verde em janeiro de 2022, afirmou que as atividades da empresa no aterro de Jardim Gramacho foram encerradas em 2020 e que a multa não estava relacionada às atividades desempenhadas pela nova gestão. O aterro sanitário de Jardim Gramacho, que chegou a ser considerado o maior lixão da América Latina, teve suas operações iniciadas como aterro controlado somente em 1996. Após problemas relacionados à instabilidade do terreno e ao surgimento de aterros clandestinos nas proximidades, o aterro foi finalmente desativado em 2012.
Mesmo após sua desativação, o local permaneceu sendo despejo de resíduos, incluindo por grupos criminosos, devido à falta de fiscalização. A decisão do TJRJ representa um desfecho legal em relação a um dos episódios de poluição e gestão inadequada de resíduos mais significativos na região, mas levanta questões sobre a responsabilidade ambiental e a fiscalização necessária para evitar a repetição de problemas semelhantes no futuro.









