Mãe é presa após abandonar filha de seis anos trancada em casa em Maceió; vizinhos acionaram polícia para resgatar a criança.

Uma mãe de 25 anos foi presa em flagrante na última terça-feira (20) em Maceió, após ser acusada de abandonar a filha de seis anos trancada em casa. O caso chocou a população e levantou questões sobre a responsabilidade dos pais na criação e cuidado dos filhos.

De acordo com informações da polícia, a denúncia foi feita por uma mulher que se identificou como avó da criança de seis anos. Ela relatou que a mãe da menina havia saído de casa na noite anterior e deixado a filha sozinha. Ao chegar ao local, a equipe policial encontrou a criança trancada dentro da residência e precisou arrombar uma janela para resgatá-la.

Os vizinhos relataram que haviam oferecido comida à criança pela janela e que a situação só foi percebida quando a menina gritou ao ver o ventilador cair no chão. A mãe da criança, ao ser contatada pela polícia, confessou que saiu de casa na noite anterior e só retornou na tarde seguinte, alegando que o carro que iria buscá-la havia quebrado.

A mulher admitiu que não deixou ninguém cuidando da criança e afirmou que era a primeira vez que havia feito isso. Ela também justificou sua atitude alegando que o pai das crianças faleceu e que a outra filha, de um ano e seis meses, estava na casa da avó.

O delegado responsável pelo caso arbitrou uma fiança de R$ 8.520, mas a mulher se recusou a efetuar o pagamento, permanecendo presa e à disposição da Justiça. Ela foi autuada pelo crime de abandono de incapaz, conforme estabelece a legislação vigente.

O caso repercutiu na cidade e levantou debates sobre a necessidade de políticas públicas de apoio às famílias em situações vulneráveis. A questão da guarda e cuidado com os filhos também foi discutida, gerando reflexões sobre a responsabilidade que os pais têm na criação e proteção das crianças.

Espera-se que o caso sirva como alerta para a importância do cuidado e atenção às crianças, e que medidas sejam tomadas para garantir a segurança e o bem-estar dos menores em situações de vulnerabilidade. A mãe, por sua vez, aguarda a decisão da Justiça e os desdobramentos do caso.