
BRASIL – Servidores do Banco Central iniciam paralisação de 48 horas em busca de valorização da carreira e adiamento do Boletim Focus
De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), a paralisação conta com a adesão de pelo menos metade dos servidores, aprovada durante uma assembleia da categoria no último dia 9 de fevereiro. Durante essa assembleia, a categoria rejeitou a proposta do governo de conceder reajuste de 13%, parcelado para 2025 e 2026, e passou a pedir por um reajuste de 36% e a reestruturação da carreira.
Além da paralisação, os servidores também decidiram entregar os cargos comissionados, incluindo gerências e diretorias, com o intuito de pressionar o governo a atender às demandas da categoria. Segundo o presidente nacional do Sinal, Fábio Faiad, 500 cargos foram entregues, mas a dispensa ainda não foi efetivada pelo Banco Central. O sindicato ressalta que 60 adjuntos e consultores participam do movimento e que os chefes de departamento emitiram uma carta de cobrança direcionada à Diretoria Colegiada do Banco Central.
Além do reajuste salarial e da reestruturação da carreira, os servidores também demandam a exigência de nível superior para o cargo de técnico, a mudança de nome do cargo de analista para auditor, e a criação de uma retribuição por produtividade institucional, semelhante à existente para os auditores-fiscais da Receita Federal.
O Sinal alerta que, caso a próxima reunião com o Ministério da Gestão e Inovação, agendada para o dia 21 de fevereiro, não resulte em avanços significativos, haverá um indicativo para a deflagração de uma greve por tempo indeterminado. Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do Banco Central respondeu que “Se houver alguma manifestação, vocês serão informados com a presteza necessária”. A Agência Brasil não obteve resposta do Banco Central sobre a paralisação dos servidores até o momento.









