
BRASIL – Lula critica cortes na ajuda à Palestina e classifica ações de Israel como genocídio na Faixa de Gaza
Lula destacou que o conflito não se trata de uma guerra entre exércitos, mas sim de um exército altamente preparado contra mulheres e crianças. Ele lamentou a situação e assegurou que o Brasil fará um novo aporte de recursos para ações humanitárias na região.
Mais de 10 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Itália, Suíça, Irlanda e Austrália, suspenderam repasses para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). A decisão veio após Israel denunciar o envolvimento de funcionários da entidade em ataques realizados pelo grupo palestino Hamas. A UNRWA se pronunciou, afastando os acusados e criticando a suspensão dos repasses financeiros.
A agência é responsável por implementar ações humanitárias na Faixa de Gaza, incluindo a construção e administração de escolas, abrigos para desalojados, clínicas médicas e distribuição de alimentos. Lula argumentou que os cortes na ajuda humanitária são injustos e que a UNRWA é fundamental para a sobrevivência das comunidades na região.
O presidente brasileiro também destacou que os valores do novo aporte brasileiro à UNRWA ainda serão definidos e defendeu que as lideranças mundiais adotem um comportamento responsável em relação ao ser humano.
Além disso, Lula manifestou o apoio do Brasil ao reconhecimento definitivo do Estado palestino como Estado pleno e soberano. Ele ressaltou a necessidade de reforma na ONU, que amplie as participações no Conselho de Segurança e extinga o direito de veto mantido por alguns países.
Lula finalizou suas declarações condenando as ações do exército de Israel na Faixa de Gaza e defendendo uma atuação mais humanitária e comprometida com a paz mundial. Ele também apontou a falta de instância de deliberação e a invasão de países sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU como problemas que precisam ser enfrentados para garantir um mundo mais justo e solidário.









