
BRASIL – Ação policial em 2023 na Baixada Santista deixa 26 mortos; pedido de entidades pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Segundo a SSP, um dos mortos era um líder de facção criminosa conhecido como Danone, que entrou em confronto com os policiais do Comando e Operações Especiais. O caso está sob investigação.
Estas ações fazem parte da Operação Escudo, lançada em diversas partes do estado como reação à morte de policiais, e foram renomeadas Operação Verão, segundo o governo de São Paulo. No entanto, o número elevado de mortes tem levado a Defensoria Pública de São Paulo a enviar um pedido para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos exigindo o fim da Operação Escudo no estado.
A solicitação foi enviada também ao Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos na América do Sul, pedindo a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança pública.
Segundo levantamento do Ministério Público de São Paulo, 71 pessoas foram mortas por policiais militares em serviço em todo o estado, sendo 14 mortes em Santos, nove em Guarujá, sete em Cubatão e sete em Guarujá, municípios da Baixada Santista.
Durante o Carnaval, uma comitiva formada pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo, Defensoria Pública e deputados estaduais esteve na Baixada Santista e colheu relatos de moradores que denunciam a prática de execuções, tortura e abordagens violentas por policiais militares da Operação Escudo contra a população local e ex-presidiários.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo defende as operações, afirmando que são voltadas ao combate à criminalidade e garantia da segurança da população. Durante a Operação Verão na Baixada Santista, 634 criminosos foram presos, incluindo 236 procurados pela Justiça.
O número elevado de mortes e as denúncias de execuções têm levado organizações a pedirem o fim das operações policiais na região, buscando garantir os direitos humanos e a segurança da população. A situação continua sendo acompanhada de perto pelas autoridades.









