BRASIL – Número de casos de dengue no Rio de Janeiro aumenta 56% em apenas uma semana, chegando a 39.311 registros e três óbitos.

O estado do Rio de Janeiro está enfrentando um surto de casos de dengue, com um aumento significativo em apenas uma semana. Segundo dados do Painel Monitora, da Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados 39.311 casos prováveis da doença e três óbitos de janeiro a 12 de fevereiro deste ano.

O aumento é alarmante, já que no último balanço, em 5 de fevereiro, eram contabilizados 25.136 casos, o que representa um acréscimo de 14.175 novos registros, um crescimento de 56%. Em todo o ano passado, o Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ) registrou 51.479 casos prováveis da doença, com 32 mortes.

Diante dessa situação, a Secretaria de Saúde está tomando medidas para prevenir a propagação da dengue durante o período de Carnaval. A pasta está oferecendo aplicação de repelentes aos foliões na Avenida e realizando a qualificação de profissionais de saúde em todos os 92 municípios do estado para atender a população. Além disso, estão distribuindo insumos e equipamentos aos municípios com maior incidência de casos.

A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, salientou a importância da participação da sociedade nas ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, destacando que cerca de 80% dos criadouros estão presentes nas residências.

Na capital fluminense, a situação é ainda mais preocupante, com o município do Rio de Janeiro em estado de emergência devido à epidemia de dengue. Até o momento, foram confirmados 13.550 casos da doença na cidade em 2024, representando mais da metade dos casos de 2023 e quase o triplo de casos de 2022. Os bairros de Campo Grande e Guaratiba, na Zona Oeste, são as áreas da cidade com maior incidência da doença, com 476 casos para cada 100 mil habitantes.

Diante desse cenário, a população e as autoridades de saúde devem redobrar a atenção e intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, principal vetor da dengue. A prevenção é fundamental para conter a propagação da doença e proteger a população do estado do Rio de Janeiro.