
BRASIL – Líder indígena Paulo Marubo morre em Manaus após complicações de hepatite, deixando legado de luta e resistência.
Paulo Marubo desempenhou um papel crucial na estruturação da Equipe de Vigilância da Univaja (EVU), que foi criada para ampliar a segurança dos povos originários que residem na Terra Indígena do Vale do Javari. Este território é conhecido por abrigar o maior número de indígenas em isolamento voluntário no mundo e está sob constante ameaça de tráfico de drogas, pesca e caça ilegais, entre outros crimes.
O advogado Eliésio Marubo, que também é ligado à entidade, explicou que Paulo Marubo precisou de tratamentos como reposição de plaquetas e a retirada de líquidos da cavidade abdominal. Ele teve que ser transportado para outros hospitais devido à precariedade no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Eliésio criticou a falta de um esquema efetivo de segurança por parte do governo, considerando as ameaças de morte que o líder indígena frequentemente recebia.
A morte de Marubo foi lamentada pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que reconheceu o legado deixado por ele. A entidade ressaltou as contribuições de Marubo para o modelo da Univaja, que enfrentou os desafios da região amazônica.
A Agência Brasil entrou em contato com os ministérios dos Povos Indígenas e da Saúde, bem como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, mas até o momento não obteve retorno sobre o posicionamento dessas instituições. O falecimento de Paulo Marubo representa uma perda significativa para o movimento indígena e para a luta pelos direitos dos povos originários no Brasil.









