
BRASIL – Marco Cepik vê com tranquilidade a possibilidade de esclarecer irregularidades na gestão anterior da Abin
A exoneração de Alessandro Moretti na última terça-feira (30) abriu espaço para a nomeação de Cepik, que assumiu o cargo após a demissão de seu antecessor em meio a uma operação da Polícia Federal. A operação tem como objetivo investigar um suposto esquema de produção de informações clandestinas durante a gestão do então diretor e atual deputado federal, Alexandre Ramagem. Um dos alvos da investigação é o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cepik afirmou que a exoneração de Moretti não está ligada a qualquer suspeita sobre o ex-diretor, mas foi uma decisão tomada para garantir a transparência do processo de investigação. Ele também ressaltou que o antecessor não está sob investigação, e caso existam suspeitas sobre a participação de servidores da Abin nas irregularidades, a questão será conduzida pela Corregedoria da Abin, pela Corregedoria-Geral da União e pela Polícia Federal.
O novo diretor-adjunto enfatizou que a Abin instaurou uma sindicância interna em março do ano passado, que posteriormente foi transferida para a Corregedoria-Geral da União, com o intuito de apurar o uso indevido de ferramentas de geolocalização e outras ações conduzidas durante a gestão anterior. Ele ressaltou o interesse da instituição em identificar o que foi feito com as ferramentas e determinar quais pessoas podem ter sido afetadas.
Cepik também mencionou que a decisão sobre quais informações do inquérito serão divulgadas ao público caberá ao Supremo Tribunal Federal e à justiça, visando garantir a correta apuração dos eventos. A entrevista de Cepik à TV Brasil foi uma oportunidade para que a direção da Abin esclarecesse sua postura em relação à investigação em andamento, destacando o comprometimento da agência com a transparência e a prestação de contas à sociedade.









