ALAGOAS – “Análises apontam níveis elevados de degradação da Laguna Mundaú, desvinculando evento da mina 18 como causa das mortandades de peixes”

IMA esclarece mortandade de peixes na Laguna Mundaú

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL) divulgou uma nota técnica nesta terça-feira, 30, esclarecendo que a recente mortandade de peixes na Laguna Mundaú não teve relação com o evento da mina 18 da Braskem, ocorrido em 10 de dezembro de 2023. O resultado das análises realizadas entre 11 de dezembro e 12 de janeiro mostrou que as mortes dos peixes estão ligadas ao nível elevado de degradação da laguna e a outras características preocupantes, como altas temperaturas, lançamento de efluentes industriais e domésticos, drenagem urbana, presença de agroquímicos, resíduos químicos e acúmulo de matéria orgânica no leito da laguna.

De acordo com as análises realizadas em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), os resultados indicaram um grave processo de degradação na Laguna Mundaú, que é acentuado pelo assoreamento, pela presença de diversos resíduos químicos e pela proliferação de algas e microalgas, impactando a biodiversidade do ecossistema. Além disso, os parâmetros físico-químicos analisados se mantiveram dentro dos índices históricos encontrados na região, indicando que as causas das mortandades dos peixes não estão relacionadas ao evento da mina 18.

Como medida de mitigação dos impactos, o IMA-AL vem promovendo ações de educação ambiental, rigor na fiscalização e monitoramento, e atuação mais crítica no licenciamento de empreendimentos que possam causar significativo impacto ambiental no ecossistema lagunar. O instituto também reiterou seu compromisso em continuar monitorando não apenas a Laguna Mundaú, mas também o Rio Mundaú e todos os contribuintes da laguna, em parceria com outras instituições, fóruns, conselhos e a sociedade civil, visando à conservação e recuperação do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba.

Ainda de acordo com a nota técnica, o IMA-AL afirmou que, caso surja alguma situação em que os dados apontem para alterações relacionadas à mineração, o instituto não hesitará em adotar medidas cabíveis e divulgar essas informações à sociedade, reafirmando seu compromisso com a transparência e a busca pela preservação ambiental.

Em resumo, a recente mortandade de peixes na Laguna Mundaú não está relacionada ao evento da mina 18 da Braskem, mas sim ao nível elevado de degradação e outros fatores preocupantes que afetam o ecossistema lagunar. O IMA-AL segue empenhado em monitorar e mitigar os impactos ambientais na região, em parceria com outras instituições e a sociedade civil, visando à conservação e recuperação do complexo estuarino.